setembro 13, 2018

DEPOIS DA ATERRISSAGEM...


Vista do apartamento onde aterrissamos


Seis meses já passaram, o tempo voou. E como estamos?

Sendo muito honesta, parece que foi ontem que fizemos nossas malas - que trabalhão - e aterrissamos nas terras do velho mundo. São tantas as coisas que estamos descobrindo, que ainda iremos conhecer, lugares que iremos que o tempo que passou parece muito pequeno. Mas em contrapartida, em alguns momentos parece que já estamos aqui há alguns anos, porém nem tantos.



Dias de chuva e aperto no coração
Confesso que no começo eu entrava em casa e não sentia que aqui era o nosso lar. Foi mais difícil do que quando saí da casa dos meus pais para formarmos uma família. Nos dois primeiros meses, eu ainda me sentia um pouco turista, um pouco de férias, um pouco de tudo. Algum lugar dentro de mim ia aos poucos me dizendo que o "último dia de vacas" chegaria e eu não voltaria ao Brasil.

Comida da mãe.. como ficar longe!???

E quando foi que isso tudo (ou ao menos uma parte) mudou?




Não sei dizer ao certo, mas acho que com a rotina que começamos a estabelecer, tudo foi (ou ainda esta) se encaixando automaticamente. Filha na escola, trabalho, afazeres... tudo foi entrando na sua devida ordem, encaixando no lugar, ocupando o espaço que deveria ocupar. 

Quem me conhece sabe que eu sou a rainha das datas comemorativas e que como boa virginiana que sou, organizo qualquer tipo de encontro em 2 segundos. E ver as minhas tias e a minha mãe organizando a feijoada de dia das mães me deixou com uma "tela azul" por alguns instantes. Era a primeira vez que eu senti que estava longe e que não iria participar de algo, pelo menos não presencialmente. Claaaaro que fizemos uma chamada de vídeo, claaaro que a internet estava horrível e claaaaro que eu fiquei com vontade de estar ali com elas. Mas eu sobrevivi e não desisti.

Chamadas de vídeo
Talvez todo esse processo tenha me ajudado a entender que aqui agora é o meu "hogar" e que mais dias como esse virão, como meu aniversário que esta logo aí, o Natal, Ano Novo... e eu nem sei como eles serão, mas seja como for, eu irei sempre tentar entender cada sentimento que aparecer (hola psicóloga).


Para muitos parece uma aventura incrível mudar de país, ter casa nova, idioma novo, ganhar (e gastar) em euro e tantas 
outra coisas, e de verdade não deixa de ser. Mas tem também uma parte difícil de pertencimento e saudade que são difíceis de serem "manejadas" e que se você não cuidar delas com carinho, elas te fazem voltar atrás.

Por aqui seguimos bem, "poco a poco", dia a dia, sentimento a sentimento. E ao menor sinal de saudade = faça uma ligação pelo whatsapp, juro que dá quase para sentir o cheirinho da comida da minha mãe pela tela do telefone! rs



E sim, eu faço TODO DIA, sem pular nenhum, uma campanha de "vem mãe". Não que eu queira pressionar, mas ela bem que poderia vir passar o Natal aqui com a gente né? É inverno, mas a gente tem calefação em casa! rs

Vem mãe !?


O que vocês acham? Deixa aí nos comentários #maevemnonatal pra ver se ela toma coragem e encara esse voo rapidinho SP -> BCN. 

#natorcida 

Besos!


2 comentários:

  1. Ahhh, esse post tocou meu coração! Não é fácil, as emoções se embolam, a saudade aperta e tem dia que o único desejo é um teletransporte. Mas o mundo é pequeno demais pra nós, né? Voa, família amada, que o amor permanece e transborda!

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  2. Ahh, gente... Como faz? emocionada de novo.
    #maevemnonatal
    #maevemnonatal
    #maevemnonatal
    #maevemnonatal
    #maevemnonatal

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